
Oi amigos! Desde que as bandas de Axé e artistas POP começaram a ser escalados no Rock in Rio, a quantidade de pessoas insatisfeitas foi grande.
Agora, com o Rock in Rio passando, ainda fica a mágoa de dois lados, primeiro, do publico que viu ser comprometido a “integridade” do conceito “maior festival do rock”, e em segundo, os artistas que foram escalados, pois, evidentemente o ataque foi direcionado a eles.
Os Rockers estão cobrando errado
Eu penso que os artistas de Axé e POP nada podem fazer com relação as suas agendas, elas estão em contrato, e que a decisão de contratar é do festival, e é claro, como existem interesses corporativos, o show de rock vira negócio de exposição de marca e branding. Artistas de Axé são fortemente veiculados a determinadas marcas e estas sim tem o maior interesse em assegurar máxima exposição do artista que em retrospectiva, exerce exposição de suas marcas.
Como a produção não é boba, fazer um contrato de show com uma banda de Axé com toda essa mídia e investimento é vantajoso para todos, até mesmo para os outros artistas que estão participando do evento.
É claro que expandindo a capacidade do evento para receber novos estilos musicais também abre a quantidade de público interessado, aumentando os lucros para todos.
É um negócio complexo.
Até ai, qualquer pessoa racional consegue entender que comercialmente, do ponto de vista financeiro e estratégico, a organização do Rock in Rio se preocupou em fazer algo bom.
A RECIPROCA NÃO É A MESMA

Este é o maior problema. Agora eu fico vendo pessoas como a Claudia Leitte comparando rockeiro e metaleiro com nazista. Isso é um insulto praticamente pessoal. Na boa, que mina doente em meter os judeus, e o nazismo no meio da historia pra depois vir dizer que a capacidade de alguns artistas eram técnicamente inferiores. Ela sim que estava se dizendo “tecnicamente superior” no post.
A menina cantora infelizmente, chutou o balde da forma mais errada.
O que a galera do Axé não parece ter entendido, e me desculpem por estar “generalizando“, mas me refiro somente ao grupo que se sentiu ofendido pelas reclamações, é o fato de que no final das contas, não há recirpocidade por parte dos movimentos de musica popular brasileira, como por exemplo, no carnaval. Ou você já viu algum carro alegórico tocando um rock? Nem pode. Seria desclassificado. Quer falar sobre descriminação musical? Explica isso então?
O fato é que para Axé, Samba, e todo o resto, existem festas específicas, e quem não é do “estilo“ está fora.
Pergunte pros seus amigos metaleiros ou rockeiros como eles se sentem nesta época do ano? Posso estar enganado, mas maioria deve se sentir pelo menos invadido com as musicas “da estação“.
Agora, se fosse pra reclamar, que reclamasse não indo. Sabe? Se os dias de show de Axé não tivessem público, seria justificado o erro da produção, mas está evidente que este não foi o caso.
Focar no Problema
Acho que seria melhor focar em ter mais metal e rock no carnaval e nas datas festivas que são hoje essencialmente praticadas por estes estilos (Samba, Axé, Sertanejo), e grande coisa se tem Axé no Rock in Rio, desde que se tenha Rock e Metal no Carnaval.
Já existem iniciativas em várias partes do Brasil que promovem shows e eventos de metal e de rock que servem como alternativas durante estas datas que foram, com incentivo monetário governamental, definidas por lei como datas para tocar estilos musicais como o “samba“.
Para mim, se formos levantar esta questão de espaço e merecimento, talvez seja a oportunidade para que o rock e o metal venha a ter um espaço com incentivo monetário do governo e com inclusive feriado nacional.
Assim teríamos, enfim um começo de igualidade entre os estilos.
O que acham?